segunda-feira, 10 de junho de 2019

"O MEU DIA DE PORTUGAL - 10 DE JUNHO DE 2019"

O meu Dia de Portugal passeio-o no “Ban Portuguet”, em Ayuthaya (Aldeia dos Portugueses),segunda capital do Reino do Sião (Tailândia de hoje). 
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Tenho especial carinho pelo  “Ban Portuguet” porque este pedaço que foi de Portugal, doado pelo Rei do Sião (hoje o império do Vaticano apoderou-se dele), faz parte da minha vida há 37 anos e de quando o embaixador José Eduardo Melo Gouveia, apoiado pelo Fine Arts Departmento da Tailândia, Fundação Calouste Gulbekian representada pelo administrador Dr. José Blanco, deitaram mãos à obra que desenterraram e colocaram à luz do dia a ruinas da Igreja de São Domingos, quais obras eu segui, tendo sido inaugurada em 1995.Clique a seguir: http://lusosucessos.blogspot.com/2016/04/memorias-inauguracao-do-campo-portugues.html
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Portugal apesar de ter sido o primeiro país da Europa a travar relações de amizade, comércio e navegação com a Tailândia era uma nação, entre os tailandeses, desconhecida. 
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Bem me lembro de quando há 42 anos conheci a capital Banguecoque (onde as pessoas estrangeiras poderiam ser contadas pelos dedos), me perguntavam qual a minha nacionalidade e lhes dizia Portugal, ninguém sabia, então eu desenhava num papel  o mapa da Europa e e respondia: a minha  nação é fica aqui! Para algumas pessoas não entendiam a palavra Portugal cujo esta na língua tailandesa é pronunciada Portuguet. 
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Graças ao embaixador Melo Gouveia viria a dar um enorme impulso a Portugal e é o “Ban Portuguet” as primeiras escavação levadas a efeito, seguiu-se depois o Japão e a Holanda. 
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Fui só, com três dias de antecedência ao 10 de Junho, claro está a minhas expensas embora em tenha pago e outros milhões de portugueses o “regabófe” da festa do Dia de Portugal, de vários patriotas que foram fazer a festa a várias partes do globo como que a lembrar Portugal, aos emigrantes, quando nós os que vivemos acolhidos em muitos países esquecêssemos a pátria de onde nascemos.
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Regressei de Ayuthaya ao fim tarde do Dia 10 de Junho e tive a oportunidade de ouvir o discurso do prof. Marcelo, com o patriotismo à flor da pele, que me ri daquela palhaçada e depois igual a “speed man” embarcou num helicóptero para outra festa em Cabo Verde. 
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A seguir seguem fotografias que contam a história do “Ban Portuguet” que vale a pena ser conhecida.
Embaixador Melo Gouveia quando se iniciaram as escavações do "Ban Portuguet".
Sua Alteza a Princesa Maha Chakri Siridhorn (muito jovem) fez, em 1984, uma visita ao "Ban Portuguet", durante as escavações quando estas estavam levadas a efeito pelo "Fine Arts" da Tailândia com a colaboração de alunos da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Chulalongkorn e supervisão do Arquitecto Kol de Carvalho.
A última vez que embaixador Melo Gouveia visitou o "Ban Portuguet". em 1998. Um diplomata que amava a sua obra e muito viria a contribuir para as relações entre o Reino da Tailândia e Portugal.
Sentado junto  à placa que indicava o "Ban Portuguet", que na altura as letras estava apagadas.
O museu, onde dentro, repousam ossos de portugueses e luso tailandeses.
Da entrada do embarcadouro do rio Chao Prya para o museu.
Católica residente, porque é domingo vende queques aos visitantes.
Um painel que já teve letras.... apagaram-se e ainda não foram reposta....
Valha ao menos este legível, mas errado, a Igreja não é de São Pedro, mas de São Domingos, como assim designado em mapas de Ayuthaya desenhados no século XVII.
O interior do museu
As estantes que foram suportadas, além de todas as obras,pelo "Fine Arts Departament"
Numa das estantes um retrato de Maria de Pina Guiomar, luso descendente,que deixou na Tailândia o fio de ovos "Foi Tong",o doce mais popular da Tailândia. Mas não só o fio de ovos há outras especialides.
A estante, a Maria de Pina Guiomar e as especialidades que vão à mesa de reis!
Em outra estante a imagem da residência dos embaixadores de Portugal, acreditados no Reino da Tailândia e a Igreja da Senhora do Rosário. 
É de lamentar que 10 estantes,envidraçadas, feitas de madeiras nobres estejam vazias. Uma tristeza infinita.... há tanto material histórico para as preencher....isto não pertence ao "Fine Arts Department" da Tailândia, mas a Portugal... Embaixada de Portugal em Banguecoque é rica! Bem não interessa donde provém essa riqueza, será noutra altura em que nos ocuparemos desse assunto.
Uma pena ver estantes como esta sem "nadinha dentro". Tanto e mais material que eu tenho, fotográfico e outro elucidativo. Isto é desleixo e desinteresse por tudo que é português. Eu não quero um tostão por nada....quero é ver aquelas estantes cheias... Porque enquanto não forem eu não me calarei!!!
As espingardas e pistolas numa outra estante. Que se saiba foram os portugueses que introduziram as armas de fogo desconhecidas no Reino do Sião, em 1511, quando os portugueses o conheceram.
A artilharia não foi ignorada. Artilheiros portugueses, por séculos a operaram.Portugueses serviram o Reino do Sião como soldados.
Ossadas de um homem português...Não se sabe quando falecido,mas sabe-se que partiu muito jovem pela dentadura que se encontra completa.
Parte de ossadas que repousam no museu. 
Uma imagem obtida da parte que fora igreja.
Imagem onde foram sepultados dois missionários dominicanos.
Em outro ângulo o museu.
Tijoleira carregada de história...
Uma capelinha, onde estão dois santos. Um nos parece ser São Pedro
Aproximação dos dois santos no interior da capela
A capela junto à entrada, principal, do museu.
A parcela, com muro de tijoleira, onde moram os católicos, tailandeses à séculos.
O livro, no interior do museu, onde os visitantes registram seus nomes
FIM (voltaremos ao assunto)