segunda-feira, 1 de abril de 2019

"MEMÓRIAS DAQUILO QUE FUI NA TAILÂNDIA AO SERVIÇO DE PORTUGAL"



Sei aquilo que sou e o que valho. Nunca fui turista ou "barão", enviado de Lisboa, para representar Portugal no Reino da Tailândia que acaba por passar umas excelentes férias, grátis, residindo num palacete com cerca  de 160 anos na margem esquerda do grande rio Chao Prya. 
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Entrei para a Embaixada de Portugal por acidente em 1984 e na missão do embaixador José Eduardo de Melo Gouveia. Longe estaria eu de saber sobre os meandros da diplomacia, pouco conhecidos pela maior parte dos portugueses. 
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Eu mecânico me confessava, onde o trabalho, a inteligência é a bandeira do dia a dia daqueles que escolheram a profissão, cujos estes começaram por ajudantes de chegar a ferramenta ao seu chefe o mecânico de camiões, máquinas sofisticadas onde o saber é colocado a toda a prova. 
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A crise das ramas de petróleo que têm inicio nos anos 1984 em  em que o barril do petróleo salta de 30 dólares para 10, a empresa americana "Texa Instrumentos", que me empregava há 8 anos foi avisando o pessoal de que devido à baixa do ouro negro, certamente as multinacionais, não investiriam na prospecção e a dispensar pessoal. 
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Assim aconteceu e fui na leva de (mais ou menos) de 5000 trabalhadores. Sentimentalmente teria que optar pela Tailândia aproveitar o trabalho na Embaixada de Portugal na Tailândia e criar a minha filha Maria. A cidade de Banguecoque nada era como hoje. Portugueses, residentes eram escassos. Embaixador Melo Gouveia, meu mestre, encontrou em mim qualidades honestas e trabalhadores. Assim fiquei e guardo nos meus arquivos a carta bonita aposta acima.
José Martins