domingo, 31 de março de 2019

TAILÂNDIA: "ACHADO, LUSO, HISTÓRICO"

AOS QUE ACREDITARAM AS NOSSAS DESCULPAS. A NOSSA, TRADICIONAL, MENTIRA DE 1 DE ABRIL DE DE 2019. PARA O ANO HAVERÁ OUTRA. BEIJOS PARA AS LEITORAS E ABRAÇOS PARA OS LEITORES.

Uma arca de madeira de Teca, contendo diversos manuscritos escritos por cronistas portugueses, em meados do século XVI, nas suas passagens pelo antigo Reino do Sião, foi descoberta no subsolo de um edificio, decadente, abandonado, junto à margem do Rio Chao Prya e nas proximidades do bairro português de Santa Cruz.  O achado foi encontrado quando  operários procediam à destruição da velha construção para dar lugar a outra moderna.  
É de admitir ter sido mandado construir no principio do século XIX por uma família abastada, de nome Xavier, hoje extinta, cujos descendentes residiram em Ayuthaya antes da destruição pelas forças invasoras peguanas (Mianmar), em 1767.

Junto aos manuscritos foi encontrado um cofre de chapa,  enferrujado, com algumas moedas tailandesas, conhecidas por Pod Duang e entre estas umas portuguesas de prata e cobre prevendo-se que serviam paras trocas comercias. Perfeitamente visível o símbolo da cunhagem lusa e da Casa da Moeda de Goa.

A documentação considerada preciosa e rara, em estado razoável, para recuperação vai figurar em museu. Foi dado conhecimento ao Embaixador de Portugal Francisco Vaz Patto que de imediato seguiu para o local, acompanhado de seu companheiro de vida, comum, dr. Kevin Colleary, que voltou especialista em assuntos históricos portugueses na Tailândia.

O casal tomou apontamento, fotografou a caixa no local e juntamente com o material histórico foi levado para a missão diplomática. Embaixador Vaz Patto informou o Aquitailândia que na estrada está o projecto da construção de um museu, no largo terreno doado, década oitenta do século XIX, pelo Rei Rama II do Sião, a D.Maria I, Rainha de Portugal, onde mora a missão diplomática portuguesa há 199 anos e que para o ano que vem (2020) serão celebrados em grande pompa os 200 anos da instalação da primeira Feitora de Portugal.

É visível num desses documentos, de papel de arroz, um assinatura, suposto, ter sido escrita pelo aventureiro e cronista Fernão Mendes Pinto que permaneceu no Reino do Sião por cerca de meia dúzia de anos.

Pinto visitou, várias vezes, o Bairro Português, “Ban Portuguet” 2ª capital do Reino, em Ayuthya e onde teria memorizado parte de sua passagem por Ayuthaya, o modo de viver dos siameses que viria, mais tarde editada, em Portugal, a imortal obra a Peregrinação, que tem sido a fonte onde os investigadores e historiadores vão beber sob aquilo que se passou durante as aguerridas disputas entre os Reinos do Sião e do Pegu.

Tudo indica que a família portuguesa, ilustre, Xavier ou os missionários do Padroado Português do  Oriente, residentes nas três igrejas, edificadas no Ban Portuguet (Aldeia dos Portugueses) quando forçosamente se viram obrigados a debandar de Ayuthaya,motivada pela invasão birmanesa, em 1767 e fixarem-se em Banguecoque, procuraram salvar a preciosa documentação que adormeceu por 251 anos.

Dado que a madeira de teca resiste ao apodrecimento e â penetração da formiga branca apesar de sujeita á humidade subterrânea fê-la embuchar tornando-a impermeável e possível conservar os cárdápios.

O achado histórico vai ser mostrado, em data a designar, à comunicação social, ao público, à comunidade portuguesa, depois de um beberete, na Embaixada de Portugal, oferecido pelo embaixador Francisco Vaz Patto.

José Martins