sexta-feira, 23 de novembro de 2018

MACAU – 65 GRANDE PRÉMIO – 2018 - TERCEIRO DIA


3.º dia de corridas - 17 de Novembro de 2018
Sophia e simpatia, um dia antes de sofrer o acidente....
Dedico esta parte e outras que virão à piloto Sophia Florsch, pelo acidente que sofreu na Curva do Hotel Lisboa no último dia da corrida em 18 de Novembro de 2018. Sophia vai voltar a abrir nos circuítos mundiais. Sou fã desta corajosa jovem de 17 anos.   
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Macau já não é igual à que conheci, pela primeira vez em 1980. Voltei, pela segunda vez em 1983 e pouco, mesmo nada, tinha mudado. Ali chegado dirigi-me ao Hotel Lisboa e procurei quarto, não conseguido porque  o hotel estava lotado e os outros igualmente.
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Junto a mim, na recepção um jovem piloto vestido de fato de competição, acompanhado de um bela e jovem mulher. Estava a a realizar-se o 30 Grande Prémio de Macau. Não liguei importância ao jovem piloto e só mais tarde, viria a saber que era nem mais nem menos que Aryton Senna.
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Procurava quarto, deitar-me ao comprido e a recepcionista, macauense, que falava português correctamente diz: “hoje não lhe posso arranjar, quarto mas amanhã sim....” Fico à entrada do Lisboa a observar tudo o que se passava. Junto à estrada e no passeio que os taxis deixava os clientes para as salas do jogo, um homem, bonacheirão, por aí, na casa dos 60 anos, abria e fechava as portas de trás dos clientes. A uns carros o homem bonacheirão, fechava a porta delicadamente enquanto que a outros o fazia como a porta, de ferro ronçosa de uma quinta!
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Mas qual a razão? Isso queria eu saber....Bem é que as pessoas que ofereciam umas patacas ao homem bonacheirão, por lhes fechar a porta do táxi e delicamente tinham a delicadeza merecida. Os outros, ingratos, a palavra entre os dentes: “vá para o raio que o parta!
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Numa Macau, onde nessa altura encontrar à mão de semear uma pessoa a falar português era igual a achar agulha em palheiro. Preparei-me para falar com o homem bonacheirão e pedir-me se porventura saberia onde eu poderia conseguir uma cama para dormir!
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Em pantufas fui ao pé do homem bonacheirão e perguntei-lhe: “O senhor é português”
- Parece que sim respondeu-me.                  
- Estou enrascado não tenho cama para dormir em Macao....
- Não há problema, vai dormir comigo!
-Fiquei de boca aberta com a resposta....
-Remendou a resposta de pronto, comigo não, mas na minha cama e vou dizer à minha filha, Albininha, que mude os lencóis. Espere, por aqui uns momentos que estou de saída do trabalho e vamos já tratar da cama.
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Afinal os sr. Encarnação era um homem às direitas e beirão, como eu, dos quatro costados, vindo das terras de Lamego como soldado, promovido, mais tarde a polícia e na reformado, campino abrir e a fechar as portas dos taxí no casin/hotel Lisboa foi preciosa a sua ajuda.... Apresentou-me a sua filha Albininha, já com uma menina fruto de uma aventura amorosa com homem sem escrupulos  que a viria a deixar. A Albininha exercia a profissão de professora. Não fui nada dormir naa cama do senhor encarnação, mas numa vila, fedorenta,de que de duas em duas horas, polícias chineses, me iam bater à porta e ver quem eu era.... Não me incomodaram ou pediram documentação, apenas o sobressalto de acordar repentinamente. Um português, por ilhas de Macau, nessa altura, era um animal raro.... onde, praticamente habitavam portugueses, soldados, depois polícias e reformados. 
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Casados e, alguns, com uma rebanhada de filhos a que se pode chamar luso-chineses. Bem tratado por todos e todas, apresentado à sociedade, lusa, local. Almoçava na Taipa no restaurante/barraca do Pinóquio (macauense) e por Macau deambulei e gostei (pela sua pacatez) 8 dias, na minha viagem à volta ao mundo, em quarenta e três dias, que viria a “lixar” o Júlio Verne que demorou 80 dias! 
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Seguem imagens legendas em cima do 65 Grande Prémio de Macau.
 As verdadeiras almas gêmeas..... 
Piloto e fórmula 3 preparados para a pista...
O capacete em grande plano....
Tal pai, tal filho...
As últimas afinações....
Abrir na curva dos pescadores...
Perder, nem a feijões, nenhum, piloto deseja....
Curta paragem e bora,bora....
Três pilotos de formula 3 com objectivos iguais....
A cerca de 300 à hora....
Tranquilo à espera da taça que ganhou merecida.....
O heróis....
Partiu sobre rodas e chegou a reboque...
Há sempre magotes de pessoas apreciar e a sonhar com a bomba....
E portou-se muitíssimo à maneira!
Nevoeiro o indesejável para os fotografo.... 
Chegadinhos....
Aí com uns 500 cavalos de  força....
Depois do aquecimento regressam às boxes para afinações...
A famosa Curva dos Pescadores com nevoeiro de pano de fundo!
Os valentes e temerários....
O piloto, português, André Pires abrir na grande....
O medo foi deixado para trás...o que importa é ganhar ou chegar ao fim...
O dourado na boxe....
O 77 e a assistência...
Para a fotografia....
Claríssimo um foto para memórias e Facebook...
O equipamento do André Pires....
O capacete do homem sem medo....
O Honda de André Couto....

O André no cockpit....

A
André aquece a máquina...
O motor do Honda de André deu o negas na linha de partida e vai a reboque... 
 Nunca um azar vem só.... ontem baterem no carro do André e no terceiro dia o motor deu o negas....
Na linha de partida...

 O André Pires pronto para se fazer à pista....

As últimas recomendações.... 
E os carinhos finais.... 
A rapaziada da imagem em procura do melhor ângulo  ....
Mudam de sitio facilmente.... Todos bons rapazes....
 Aí valentes!!!!
Um engano pode ser a morte do artista......
Chegaram ao pódium.....
Alegrias e muitos beijinhos.... Os selfies não lhe ficam atrás...
A alegria do vencedor...
A entrega dos prémios....
Textos e imagem de José Martins