sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

"ANO QUE VAI E OUTRO QUE VEM"




Em primeiro de tudo os meus agradecimentos aos leitores que tiveram a paciência de ler os conteúdos inseridos no blogue Lusosucessos, iniciado há 3 anos e continuadamente o fui desenvolvendo. 
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O Lusosucessos tem história do auge e da caída,porém quando algo é criado por mim ganho-lhe amor e mesmo que surjam forças adversas à minha criação procuro  dar-lhe continuação sem desfalecimento.
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Vivo na Tailândia na proximidade das quatro décadas e aqui construí vida nova e considero este Reino a minha segunda pátria.
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Durante as 4 décadas do meu viver na Tailândia enfronhei-me entusiasticamente na história de Portugal na Tailândia e procurei dá-la a conhecer aos portugueses espalhados pelas cinco partidas do Mundo.
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Visitei todos os lugares por onde os portugueses passaram e habitaram no antigo Reino do Sião,escrevi e publiquei centenas de páginas. 
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Levei a todos os lugares, graciosamente, quem me procurou e ajudei a fazer 3 filmes para a RTP (onde se conta um, da série Portugal Sem Fim) com a jornalista Judite de Sousa em 1986) e um para a TDM (televisão de Macau em 1987).
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Em 2013 e pouco depois de iniciar a comissão de serviço, em Banguecoque, o embaixador Luis Barreira de Sousa, dei início ao Lusosucessos cuja criação seria divulgar a presença de portugueses na Tailândia, dar conta dos eventos comerciais, culturais, visitas e tudo relativo a Portugal na Tailândia. 
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Foi-me estipulado um patrocínio, modesto, mensal e este terminaria ao fim de pouco mais de meia dúzia de meses, pelo facto de não haver verba. O blogue não terminou e mesmo sem patrocínio vai continuar até que me possa arrastar.
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Lamento, entretanto, que em Portugal  as pessoas que ostentam o poder, "marimbaram-se" para aqueles que se interessam por divulgar e reviver o brilhante passado dos portugueses na Ásia.
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Por vezes sinto-me igual ao Fernão Mendez Pinto, que escreveu a genial Obra a “Peregrinação” a fonte onde todos historiadores, desde o século XVII até hoje foram beber. Fernão Mendez Pinto, foi ignorado e no final de sua vida, pelos bons serviços que prestou a Portugal Filipe I de Espanha concedeu-lhe dois moios de trigo um ano antes de partir para os “anjinhos”.
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A minha reforma como funcionário público de 24 anos de serviço é mais ou menos, igual aos dois moios de trigo de Pinto. 
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Em suma o blogue vai continuar com ou sem patrocínios do Poder. Voltarei ao assunto oportunamente.
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Não agradei a todos (também não foi necessário) e vivo (ainda com pedalada), aos  81 anos de idade.

FELIZ ANO 2017 PARA TODOS!

José Martins