sábado, 19 de maio de 2018

HISTÓRIA DE DUAS ÁRVORES DE FLORES PLUMERIA



Se tivesse de escolher a minha flor optaria pela Plumeria! Vi durante a minha vida muitas flores entre tantas o trevo das quatro folhas e as bem-queres-mal-me-queres. 
Foto tirada junto ao estádio do Army United Clube. A beleza da flor! Todas as imagens a seguir foram tiradas no local acima referido.
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Em verdade nasci entre as flores, selvagens, do monte: “a flor de vários tons da giesta, dos gamões (nome do povo), do rosmaninho, das amarelas que enchiam os lameiros com a vinda do sol da primavera, das árvores de fruto plantadas nas encostas dos montes ou nas terras de sequeiro mais planas. 
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As flores em Portugal vão e vêm com a Primavera. Porém a árvore da Plumeria dá flores durante o ano todo. Uma árvore ornamental e dos climas quentes.
Como já em tempos o escrevi há árvores de Plumeria em todo o Reino.... Em qualquer pedaço de terra se encontra uma destas árvores e quilómetros a dividir as estradas de dois pisos. 
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Anos e anos, sem se saber o nome do que cônsul que plantou duas destas árvores, uma em cada lado, da residência dos representantes de Portugal no Reino da Tailândia.
Uma árvores produzia flores brancas outra lilaz. Por anos e anos estas árvores ornamentais não deram pena a nenhum representante, todos as pouparam.... 
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Um dia a pequena Alexandra Mello Gouveia (filha do embaixador Melo Gouveia) pediu ao carpinteiro da embaixada que lhe construísse uma casa numa pernada na árvore, de rosas brancas, do lado esquerdo da residência (vista de frente). De vez enquando a Alexanda subia à árvore e sentava-se na sua casinha. Hoje a Alexandra é uma senhora de uns 42 anos.
Porém, em 2013, Luís Barreira de Sousa, com uma crueldade terrível, mandou arrancar pela raiz as duas Plumerias no dia 4 de Setembro de 2013. 
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O diplomata, segundo por aqui diziam, era apancadado, enquanto outros afirmavam ser bi-polar. Foi curta a sua presença, em Banguecoque e foi a toque de caixa para Lisboa, arrumado, a um canto, no Palácio das Necessidades, mas não deixou de praticar grande dano mandando fazer obras desnecessárias que foram gastos centenas de milhares de euros no género: “posso e mando” quando afinal não mandava nada!!!
Mas voltando às árvores de flores de Plumeria, foram estas assassinadas para abrir uma “porcaria” de um caminho em frente à residência, que jamaís seria necessário, porque o mesmo tira consistência ao edifício, único e secular que foi construído na década sessenta do século XIX. 
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Por mais estranho que possa parecer a cidade de Banguecoque afunda-se e o terreno onde se instala a Embaixada não foge à regra.
A fotografia, junto a este artigo, bem dá conta disso pelas escadas de ladrilhos que nos dias actuais, estão afundados. Mas a Embaixada de Portugal em Banguecoque tem por anos e anos estar sujeita aos caprichos dos representantes de Portugal. 
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Selvaticamente, têm sido destruídas as suas raízes históricas. Um representante que chega numa comissão de dois três ou quatro anos, uma d,as primeiras coisas que faz é obras, quando estas não são necessárias, mas premente a conservação de suas raízes históricas.
Pouco de história já esta tem, a não ser a frontaria virada para o rio. Até a este lhe tiraram a cor da pintura. Eles partem, batem com a porta, outro que venha que a abra!!! 
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José Martins – Reformado do funcionalismo público e ligado à Embaixada de Portugal em Banguecoque há 41 anos.
Plumeria é um gênero de plantas com flores pertencentes à família dogbane, Apocynaceae. A maioria das espécies são arbustos decíduos ou pequenas árvores. As espécies são indígenas do México, da América Central e do Caribe, e até o sul do Brasil, mas são cultivadas como ornamentais cosmopolitas em regiões quentes. Os nomes comuns para as plantas do gênero variam muito de acordo com a região, variedade e capricho, mas frangipani ou variações sobre esse tema são os mais comuns. A plumeria também é usada diretamente como um nome comum, especialmente nos climas quentes. Fonte Wikipedia