sábado, 31 de março de 2018

MUSEU PORTUGUÊS DA SAUDADE E DO VINHO EM BANGUECOQUE - TAILÂNDIA

O Museu da Saudade e do Vinho Português, há muito aspirado vai hoje, ser inaugurado, pelas 6 da tarde, na Embaixada de Portugal em Banguecoque, pelo Embaixador Francisco Vaz Patto e seu companheiro de vida, Doutor Kevin Colleary.
 Doutor Kevin Colleary (esquerda) e embaixador Vaz Patto
A feliz ideia, há anos em carteira, pertenceu a vários embaixadores que nos últimos quarenta anos representaram Portugal na Tailândia. Porém seria o embaixador Francisco Vaz Patto, agora, arregaçar as mangas da camisa e deitar mãos à obra, com patrocínios do AICEP, Instituto Camões e do FRI-MNE (Fundo para as Relações Internacionais), dinheiro dos emolumentos consulares. 
Portugal pode orgulhar-se de possuir um pedaço da história dos portugueses na capital tailandesa e as primeiras almas, da Europa, a conhecer o Reino de Ayuthaya, Tailândia, nos longínquos anos, que já lá vão, em 1511.
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Museu do Vinho é para relembrar que foi Portugal o primeiro país a exportar vinho, para a Tailândia, inclusivamente o generoso das encostas do Rio Douro ao qual he foi dado o nome do Porto. 
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O vinho, dentro do Museu Histórico da Saudade, será um veículo para a sua expansão no mercado tailandês. Agendada, nos informou embaixador Vaz Patto, mensalmente, uma prova de vinho no museu, cujos convidados poderão saborear o famoso nectar luso, no espaçoso e arborizado jardim da residência dos embaixadors de Portugal acreditados no Reino da Tailândia
 Pedro Aires de Abreu
Mas, mais ainda, haverá conferências cujo estas, serão para elevar ao ponto mais alto o vinho português. A primeira palestra será proferidas pelo Pedro Aires de Abreu, delegado do AICEP, com um serviço de grande mérito na Tailândia, cujo tema do orador é o aprofundamento nos investimentos tailandeses, em Portugal e relações comerciais, bilaterais, entre Portugal, e a Tailândia. 
Em marcha e digno de realce uma linha de produção de pasteis de nata do industrial Carlos Afonso, para fornecer os vários quiosques,denominados, “Os Natas” instalados em pontos estratégicos da Cidade dos Anjos que acomoda mais de uma dúzia de milhões de almas.
Embaixador Francisco Vaz Patto, depois do acto da inauguração, profere uma palestra sobre o tema: “Fernão Mendes Pinto no Reino do Sião”, em que no final será retirado o véu que cobre a estátua do aventureiro Pinto, que ficará exposta no largo em frente à chancelaria, cujas suas aventuras na Tailândia tem   sido a fonte onde historiadores, realizadores de cinema, vão beber. 
 O museu da saudade será para lembrar que Portugal foi o primeiro país a travar relacionamento, diplomático com o Reino de Ayuthaya, em 1511 e na era de Banguecoque, em 1820, estabelecer-se com a primeira Feitora. 
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No Museu da Saudade figurarão peças raras (graças ao cuidado dos feitores, cônsules e embaixadores preservar raridades), dentro dos quase 200 anos de existência, onde se contam porcelanas, outros adornos da residência, cofres antigos, as primeiras máquinas de escrever e um conjunto de fotografias e documentos antigos.
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Abertura do Museu da Saudade, estará franqueado ao público de segunda a sexta, durante as horas do funcionamento da chancelaria.
 O Cônsul Honorário de Portugal em Chiang Mai, Nuno Caldeira da Silva proferirá uma palestra sob o tema: “Vestígios de Fernão Mendes  Pinto no norte da Tailândia", em que o conferencista traça pontos, verídicos, que o Pinto navegou desde Bangkok até  Chiang Mai, em almadia, pelo Rio Chao Prya.
José Martins