segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

"O BLOGUE AQUITAILÂNDIA FOI FUNDADO HÁ 11 ANOS"

O blogo Aquitailandia foi criado há 11 anos e nele inserimos 22.081 peças, cujo estas, entre tantas, foi o alertar as consciências do que segue mal. Não vencemos (sem nos considerarmos vencido da vida) nem indereitamos o mundo torto.  Segue a primeira peça que inseri em Dezembro de 2006. A todos que têm tido a paciência de ler o que escrevo as nossas saudações, bom Nata e feliz 2018.
José Martins
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Primeiro artigo do Aquitailandia

BANGUECOQUE:NOVO AEROPORTO

No próximo ano, 2007, faz precisamente trinta anos que aterrei, no aeroporto de "Don Muang" em Banguecoque, a bordo de uma aeronave DC8 Super,ronceiro, de quatro turbinas a jacto cuja partida tinha sido na capital do petróleo Dhahran, na Arábia Saudita. 
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Já na proximidade da aeronave aterrar, de uma janela, observo o solo e vislumbro um mundo verde, alagadiço e que se estendia em direcção dos quatro pontos cardeais. As instalações da gare do aeroporto eram exíguas e, também, exíguos os visitantes à Tailândia. Não existiam mangas de saída e entradas directas aos aviões. 
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Naquela manhã de Agosto e a minha primeira vez, em solo tailandês, o ar estava pesado, húmido e abafado.Um táxi transportou-me de Don Muang para o centro de Banguecoque, distante uns 30 quilómetros, numa via de dois sentidos que alcançou em cerca de uma hora. Para lá das margens da estrada gente ocupavam-se na azáfama da cultura dos arrozais enterrada em água até aos joelhos. 
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Tudo que se iam passando à minha volta era algo de estranho. Acontecia o meu primeiro contacto com o Oriente de que dele pouco conhecia. Sabia sim que o Vasco da Gama tinha chegado à Índia, que havia Goa, Damão e Diu e Macau. 
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Da Tailândia, quase nada, apenas um amigo meu, havia uma meia dúzia de anos, que conheci em Quelimane, tinha vindo à Tailândia, por conta de sua empresa, a Monteiro e Giro prestar assistência, durante a viagem de Banguecoque a Quelimane de uma manda de búfalos de água para lavrarem as terras da baixa do Zambeze, muito semelhantes às alagadiças da Tailândia. 
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A cidade de Banguecoque, enorme na sua extensão, mas os prédios não iam além de meia dúzia de andares.Táxis, automóveis de de fabrico japonês e a cair, aos bocados, a chapa devido ao ar ensalitrado que pairava no ar. Pela baixa de Banguecoque havia canais onde a água circulava limpa e vi pescar camarões e outros mariscos à rede. 
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Em Dhahran tinham-me indicado o "Honey Hotel" e nele me hospedei por duas semanas pelo preço de 180 bates (moeda tailandesa) que cambiados, hoje, em euros dariam uns quatro. Banguecoque era uma cidade, como outra, da Ásia, onde o desenvolvimento tinha estagnado no tempo. Porém não me passou despercebido o custo da vida que era uma ridicularia. 
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Encontrei os tailandeses umas pessoas simpáticas sempre com um sorriso nos lábios. Cativou-me essa hospitalidade e esses sorrisos que na Europa começavam a rarear.
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O tema de hoje é para dar a conhecer que depois de ter chegado, pela primeira vez, há quase trinta anos, à Tailândia da velha e pequena gare do aeroporto, de Don Muang, pouco depois dá-se início à construção do alargamento da velha gare; é inaugurada em 1988. Não tardou que fosse pequena para fazer face às necessidades da chegada e partida dos passageiros. 
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A Europa, Estados Unidos e o Japão começavam a descobrir a Ásia e há a necessidade de alargar as estruturas não só nos aeroportos com a construção de novos hoteis. O segunda gare é pequena e é necessário construir mais uma extensão. 
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Mais uma vez volta pequena e há 10 anos é apresentado o projecto para a construção de um "mega" aeroporto.Um dos maiores aeroportos do mundo acaba de ser inaugurado nos arredores de Banguecoque com o nome: "SUVARNABHUMI", em honra e homenagem ao Rei da Tailândia Sua Majestade o Bhumibol Adulyadej.
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Foi bom, com os meus próprios olhos, ver crescer Banguecoque e um país, a Tailândia, a "Terra dos Sorrisos" e de gente boa.
José Martins