quinta-feira, 12 de outubro de 2017

EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE - HISTÓRIAS POR CONTAR - 11ª PARTE


Consulado de António Frederico Moor
Construção da Residência
De estilo arquitectónico semelhante às construídas nos países que Portugal administrou, depois do século XVI, em África e na Ásia. Porém, esta, a "Nobre Casa" foi dotada de um traço diferente e fica a ser conhecida por Sino/Portuguesa.
Actualmente poucas existem na Tailândia, além desta, que foi, também, denominada de palacete e durante 150 anos; tendo servido de residência de cônsules, encarregados de negócios e embaixadores de Portugal em Banguecoque.
Encontram-se, algumas, de tamanho inferior, na capital tailandesa, no Phuket, ao sul da Tailândia, na costa do mar de Andaman.
Mas essas poucas começam a desaparecer, sob o desenfreado progresso de que, a ele, nada escapa incluindo a identidade cultural e as características de um passado. O príncipio da construção desta casa, segundo um estudo levado a cabo por Jorge Morbey, publicado numa monografia "Uma Casa Histórica em Banguecoque - a Residência do Embaixador de Portugal", parte em 28 de Dezembro de 1786 e de uma carta do Rei Rama I endereçou à Raínha D. Maria I, na qual refere que se encontraria muito feliz em lhe oferecer uma parcela de terreno para construir uma igreja e que fosse enviado, para Banguecoque, um padre.

Esta doação foi firmada em 30 de Abril de 1820, não para construir igreja (esta seria, localizada, num outro oferecimento de terreno, a 300 metros ao norte, do consulado) onde foi construída uma igreja rudimentar e, ao lado, casas para a fixação da comunidade, católica, luso-descendente, que ficaria a ser conhecido pelo "Bairro do Rosário.

A doação de uma larga porção de terreno (referida em partes anteriores a esta) foi concretizada, em 9 de Novembro de 1820.

A construção do edifício foi iniciada, segundo Jorge Morbey, por António Frederico Moor no ano de 1860 e sob a decisão do Governador de Macau Izidoro Francisco Guimarães de quando se deslocou a Banguecoque para a assinar o "Tratado de Amizade, Comércio e Navegação" entre Portugal e o Sião, em 10 de Fevereiro de 1859.
Porém a casa, só passados 17 anos ficaria concluída e graças a um empréstimo de um português abastado e influente na Corte do Sião, Luis Maria Xavier, para que a obra fosse concluída, de 6.500 patacas, mexicanas, ao juro de 8%, ao ano, quando o corrente, praticado no Sião era de 15%. Em 27 de Fevereiro de 1875, foi firmado um contrato com o construtor, Joachim Grassi, de nacionalidade austríaca.

No período de cinco meses concluiu a obra, na gerência do cônsul António Feliciano Marques Pereira.

O edifício está pronto e habitável em 1877. Ocupa uma área de 26,20 de comprimento e 19.50 de largura. Os materiais aplicados: tijolos siameses, o tecto com madeira javanesa e ladrilhos chineses para revestir o chão.

A massa, consistente, para substituir o cimento (que não tinha ainda chegado ao Sião) foi uma mistura, moída, de casca de ostras e areia do rio . A parte exterior foi caiada com uma mistura de pedra calcária moida e areia, fina, peneirada, do rio.

As madeira usada nos caixilhos das janelas, portas em outras aplicações foi a de Teca, com muita abundância no Sião e de fácil transporte para chegar a Banguecoque flutuando no curso do rio Chao Prya.

Os alicerces do edifícios, dado ao chão lodoso, foi composto de uma larga base de toros de teca, ligados uns aos outros, que oferece uma consistência, de suporte, ao peso de toda a estrutura do edifício.

A madeira de teca resiste â penetração de "termitas" o que a leva uma durabilidade, eterna, ao ponto de ter sido encontrados, em várias partes do Sião, toros de árvores que entraram no período de fossilação.

Só passados 47 anos, depois de firmado a doação do terreno em 1820 é que o representante de Portugal tem uma casa, decente para viver. Todas as misérias que seguiam no consulado de Portugal no Reino do Sião, eram, extremamente degradantes perante a comunidade internacional, bastante significativa, em Banguecoque.

O erário público, na Ásia como em Portugal estava falido, ao ponto de o cônsul, assumir a responsabilidade pelos empréstimos que ia conseguindo e agora, como tinha acontecido, anos anteriores, náo eram solicitados à Corte do Sião, mas a portugueses que se firmaram, económicamente, no reino.

Mais adiante iremos contar, alguns casos, entre membros da comunidade luso descendente, que depositavam montantes no consulado e estes desapareciam. Em 1848 de quando o jornalista, inglês Fred A. Neale, visitou Banguecoque, descreve o residência habitada pelo cônsul Marcelino Rosa, o terreno e o edifício onde se instalava a missão dos missionários, protestantes, baptistas americanos:

" A residência do Senhor Marcelino Rosa, Cônsul Português, foi rudimentarmente construída, com bambus, toros de árvores e caiada de branco Simplesmente mobilada e situada numa posição airosa no Siam. A intenção do Governo Português era construir em tijolos um esplêndido palácio, que servisse de residência a embaixadores acreditados junto à ilustre Corte do Siam e, assim, está longe o progresso de levar a cabo a concretização, porque um barco carregado de tijolaria fina, operários e artífices sairam de Goa (uma ilha portuguesa na Costa do Malabar) em direcção a Bangkok.

Mas, oh desventura!

A embarcação não conseguiu vencer a tormenta a que esteve sujeita no Mar do Sul da China, afundou-se, levando consigo, para o fundo do oceano, todos os materiais. Os ocupantes salvaram-se a muito custo e, por tal desgraça, o pobre do Cônsul já perdeu as esperanças que o seu Governo tome o risco de lhe enviar outro carregamento".

Não temos conhecimento desse náufrágio em documentos e nos leva a crer que o cônsul Rosa, para esconder as misérias que levava, teria inventado esta história ao Fred Neale. Mais adiante Neale prossegue o seu relato: "O consulado português e as casas dos Missionários Baptistas Americanos são vizinhas. Pela tarde quando o sol se aproxima do horizonte, o Senhor Marcelino Rosa e os seus amigos, estrangeiros, sentam-se em cadeiras, debaixo da grande e secular árvores de tamarindeiro (nota nossa: já referida esta árvore em parte anterior, ainda hoje se encontra no mesmo local). Conversam, observam a movimentação dos barcos no rio que se queda a uma vintena de metros. Por vezes interrompem a conversa e caiem na melancolia pela vida miserável de isolamento. Ficam mudos, porque náo têm a certeza se ao outro dia acordam vivos".

A uns 50 metros do local da "cavaqueira", quotidiano situa-se o cemitério das Missões Americanas e era aquela paisagem, macabra, que lhes dava aso à morbidez, numa terra onde as pessoas, só por felicidade, chegavam com vida à "casa" dos 50 anos".

O palacete tem a frontaria virada para o o rio Chao Praya a cerca de uns 50 metros da margem. Toda a movimentação de pessoas e mercadorias, dentro de Banguecoque, era efectuada pelo grande rio e canais e por esse motivo todas as casas, construídas nas margens do rio, tinham por obrigatoridade e necessidade de ser virada para o rio.

Não se conhece o nome do arquitecto que fez o "risco" que não, viria a descurar nada, procurando adaptá-la com os requisitos, indispensáveis, para o conforto dos cônsules e suas famílias. A varanda assente em pilastras, avança da frontaria e é coberta com um tecto falso onde o ar circula livremente para refrescar o ambiente durante a calmaria natural dos trópicos.

A electricidade ainda não tinha chegado ao Sião, chegaria passado 40 anos e no início do século XX. A iluminação durante a noite era feita através de gorduras estraídas de frutos de árvores, oleaginosas, muito abundantes nesta terra farta de comida.

O petróleo viria mais tarde.

O palacete foi electrificado no ano de 1905, com trinta lâmpadas e depois do melhoramente o Cônsul Luis Leopoldo Flores, em ofício para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa informava: "Esta casa é demasiada grande e não pode ser alumiada com candeeiros de petróleo".

Durante o seu século e meio (mais ou menos de vida), sofreu reveses, o desleixo de cônsules e embaixadores, que pouco ou mesmo nada se interessaram pela sua manutenção e o palacete chegou a entrar em verdadeira decadência que em nada honrava Portugal no Reino do Sião.

Lisboa, por norma, não atendia o clamor dos nossos representantes, diplomatas e consules. Ignoravam os apelos, sem ter mostrado interesse de conservar este "padrão" luso, vivo em terras siamesas.

Em 198o estava praticamente degradado! O Embaixador José Eduardo de Melo Gouveia foi acreditado na Corte da Tailândia, em 1981 e viria a fazer reviver uma casa, em estado miserável de conservação, em um dos mais belos edifício, antigo, construído na década 70 do século XIX, juto à margem esquerda do rio Chao Prya.

Em 1984, por ocasião da celebração dos 50 anos da "Associação dos Arquitectos Siamese" foi-lhe conferida o prémio do edifício, histórico melhor conservado, na beira rio, de Banguecoque.

Numa parede lateral, ao lado esquerdo da entrada para a arcada foi aposta uma placa comemorativa de bronze, cuja cerimónia presidiu Sua Alteza a Princesa Maha Chakri Sirindhorn, honrando, com isto, uma passado histórico de Portugal no Reino do Sião desde 1511.

À margem: Como já tenho referido em outros escritos, entrei naquela casa, pela


primeira vez no ano de 1978. A Chancelaria, funcionava no salão, que bem se pode chamar nobre, do lado direito da entrada principal. Fiquei com uma péssima impressão pelo mau estado em que se encontrava e pelos barracóes que estavam por ali abandonados e os taipais de chapa enferrujados.
Olhei para todas aquelas desgraças e murmurei para mim: "é isto a embaixada de Portugal em Banguecoque?"
Era mesmo para envergonhar qualquer português que ali fosse, como utente requerer um documento. Foi por isso mesmo que eu fui lá para substituir o meu documento de viagem com, apenas, duas folhas em branco para carimbar, nos aeroportos.

Passado três anos (1981) voltei novamente à chancelaria para obter um outro passaporte. Lá estavam os mesmos funcionários que tinha encontrado pela primeira vez: o vice-cônsul José de Souza, o chanceler Chalerm e a velha Noi, a mulher de limpeza. Mas quando estava junto ao balcão, chegou-se junto a mim um indíviduo a quem de pronto o vice-cônsul José de Souza lhe transmite: "Senhor Embaixador este senhor é português..."


Encontrar-se um português em Banguecoque, nos anos de 1980, seria o mesmo que encontrar uma agulha em palheiro...
Quando por toda a baixa de Banguecoque ainda havia quintais e pescavam camarão, miúdo, num canal adjacente à Sukhumvit Road.

O embaixador, admirado por encontrar ali um português, perguntou-me se, em tom de brincadeira, se estava em Banguecoque para me divirtir...

Não, não senhor embaixador, venho apenas passar duas semanas de férias a Banguecoque junto a minha mulher. Conversamos, por algum tempo, preenchi a aplicação para o passaporte e fui me embora. 
 
Não vou aqui mencionar os dias que corri para a chancelaria para me ser dado o passaporte... O José de Souza respondia-me: "venha amanhã e esse amanhã só terminou quando (por onde desconhecia), o embaixador me via correr todos os dias para embaixada e deu dois "berros" ao Souza e levei o passaporte comigo."


Só fazia tensão de voltar à embaixada quando necessitasse de um outro passaporte.
Um dia já sentado na cadeira do avião que me levaria de volta à Arábia Saudita, a hospedeira entregou o "Bangkokpost" com uma fotografia do embaixador Mello Gouveia, em grande plano a dar conta da presença de portugueses em Ayuthaya. Saberia lá eu que os portugueses também se tinham fixado na Tailândia?

Nunca me passaria pela cabeça!

De volta a Banguecoque, trouxe comigo o recorte do jornal e, agora, não fui à embaixada mas para Ayuthaya e encontrar o "Ban Portuguete" . Depois de muito perguntar minha mulher a várias pessoas lá demos com a picada, poeirenta, que nos levaria ao local certo.

Estavam a iniciar as escavações das ruínas. Entusiasmei com a história de Portugal na Tailândia e dali, parte, o meu relacionamento com o embaixador Mello Gouveia.



As minhas férias era passadas todos os dias na embaixada e grangeei a amizade e simpatia do Embaixador Mello Gouveia, até ha meia dúzia de dias e a última carta que eu recebi dele.

Um amigo que nunca se esquece do amigo...

São 27 anos de amizade, com um embaixador, que sempre acreditou em mim.

Não fui esmolar, ou pedir favores ao embaixador, não necessitava disso, porque ganhava bem, no duro é certo, no desertos arábes.

Nas minhas férias ajudava na embaixada em tudo que fosse necessário inclusivamente a invenção, automática de bombagem da água do jardim e reparação da mesma, que custou 7.ooo bahts ao orçamento da embaixada.
Vesti o fato de macaco, peguei em ferramenta e enfiei-me, dentro do poço de sucoção da água vinda do rio, pela enorme bomba eléctrica, para retirar, com um pequeno "camelot" a pesada tubagem.
Na embaixada não havia dinheiro e só, depois, 300 mil bahts da renda, anual, de um espaço alugado ao hotel vizinho. Eu era um homem de trabalho, um mecânico especializado e não de gabinete e ajudava a fazer, de graça, todo que fosse necessário durante as férias de duas/três, depois de seis semanas no deserto.

Dava prazer trabalhar-se com o Embaixador Mello-Gouveia.

Não encerrava, dentro dele vaidade alguma do estatuto de embaixador.

Mas era e foi o diplomata dos mais finos que lidei.

Homem de improsivos, um contador de história e humanista.

Mas a minha vida cambiou-se com a crise do petróleo em 1985 e tive a mesma sorte de uns cinco mil colegas da Texas Instrumentos que fomos despedidos.

O dinheiro que amealhei investi-o em dois apartamentos e numa casa onde habito há 21 anos.

Ainda fui experimentar Macau durante um ano na companhia de electricidade, mas regressei a Banguecoque.

Depois de muitas dificuldades, perante o embaixador Castello Branco, lá entrei para a embaixada com o ordenado, o mesmo, que pagava à Noi a mulher da limpeza 2.500 bahts.

Mas eu precisava, da residência na Tailândia, para criar a minha filha de um ano e meio de idade.

O embaixador Castello-Branco, foi o homem mais dificil que encontrei de lidar em toda a minha vida...

Nunca se sabia para que lado estava virado...

Posso mesmo afirmar que era uma pessoa de relacionamento "intragável" e o poderá provar o Dr. Paulo Rufino que ainda trabalhou junto a ele por dois anos. Depois de três anos a trabalhar na embaixada e fazer todo o serviço de expediente (difícil, de aprender, para um mecânico entrar naquela rotina), lá me inseriu no quadro dos assalariados, em 1991, do MNE, com 500 dólares de ordenado mensal.

Partiu de Baguecoque, em 1995, para a reforma e, durante, durante quatro anos, o meu ordenado estava, aumentado em 10 dólares.

Bem eu trabalhei com ele 7 anos e nunca fez nada para que fosse aumentado... Nem ao menos que fosse um acrescento das rendas, recebidas, da parcela do hotel, ou da verba que recebia de cerca de 14 mil dólares anuais, de subsídio do Governo de Macau, para promover o território em Banguecoque, que me parece que promoveu a sua conta bancária, durante os seis anos, dos avultados montantes, desde o governo interino do Dr.Murteira Nabo ao do General Rocha Vieira.

A supervisão daquele edificio, que por 16 anos foi minha e, carinhosamente, tomei o cargo a sua conservação (com os mínimos gastos) com a chegada do embaixador Tadeu Soares, tudo viria a tomar diferente rumo.
Dois diligentes e honestos funcionários que por anos, olharam e conservaram aquela casa foram mandados embora. O embaixador Tadeu Soares, viria a encarregar a supervisão, dos bens do Estado, um indivíduo de nome Alípio Monteiro, de nacionalidade canadiana (nasceu em S.Tomé), que para uns diz que é reformado da TAP; para outros esteve metido em negócios de petróleo.

Porém o curriculum deste homem é uma autêntica mistura de "grelos" e uma completa salsada.

Doente crónico da moléstia "malária" (sem conta faltas ao serviço) apesar de dúvidas sobre a seriedade das suas actividades continua na Missão Diplomática de pedra e cal.

Depois de o embaixador Castello-Branco, ter deixado Banguecoque, enviou uma carta ao, falecido Conselheiro de Embaixada, Jorge de Oliveira Baptista, onde me dava como um homem intriguista, "surripiador" de papeis da embaixada e ligação ao Embaixador Mello Gouveia em cima de irregularidades sobre o arrendamento do Jardim de Portugal, ao hotel vizinho. Essa carta (como já em outros textos a mencionei), viria a arruinar a minha carreira, curta é certo, na embaixada,

Esta carta está, penso, encerrada no cofre da missão , junto a outras, de recomendações que os chefes de missão, ou outros diplomatas, têm por obrigação de ler antes de iniciarem a comissão de serviço.

Nessas recomendações estão os nomes dos funcionários a quem eles poderão confiar e aqueles que terão que ter debaixo do "olho"...

Um dos que ficou debaixo do "olho" fui eu como um conspirador, um "malandro" que deveriam ter muito cuidado comigo, porque era um homem perigoso.
O embaixador Faria e Maya (chefe de missão actual) é amigo do embaixador Castello-Branco e bem, estava, informado, a meu respeito, quando chegou a Banguecoque.

Evidentemente, antes de viajar para a capital tailandesa, teria feito uma visita de cortesia, ao ex-chefe de missão (1988-1995), seu amigo, a dar-lhe conta do seu próximo posto, (Banguecoque) onde o embaixador Castello-Branco o tinha chefiado, por duas vezes e este o informar de "cobras, lagartos e sapos" a meu respeito.
Se outra visita fizesse ao embaixador Tadeu Soares, estou por certo que dizer-lhe-ia o mesmo: "cuidado com esse (eu) tipo".
O ano passada, quando partia uns dias para férias (não sei para onde), no meu gabinete de trabalho diz-me: vou estar com o embaixador Castello-Branco..

De imediato lhe respondi: "senhor embaixador espero que lhe não vá dizer mal de mim! Respondeu-me com um não.

Desde que que o embaixador Tadeu Soares chegou a Banguecoque, entregou a supervisão dos bens do Estado ao Alípio Monteiro (admitido por ele) até hoje.

Alertei várias vezes o embaixador Lima Pimentel de irregularidades, notadas por mim (outros funcionários), levadas a cabo pelo Alípio.

O mesmo transmiti ao embaixador Faria e Maya.

O Alípio Monteiro continua na embaixada acomodado, desde Julho de 1999, por três embaixadores, por dois números dois que suspeitas, bem tive, de manipulações/malabarismos, por esse senhor, de fundos que são propriedade do Estado Português.

Um indivíduo, estranho, fechado e de fraco relacionamento com o pessoal que o rodeia.

Pretensioso e sempre tomou, por sua conta, atribuições de chefia, que na realidade nunca haja tido, o elevar-se sobre os outros.

Eu como arquivador de todo o expediente da embaixada, desde 1988, nunca tive acesso ao arquivo de contabilidade, operado pelo Alípio, desde Julho de 1999 quando foi admitido na embaixada, porque o fechou a "sete chaves" , referente a despesas, efectuadas, com obras e outros gastos, onde dezenas de recibos são simples papeis, onde no cabeçalho não designa o nome da companhia onde a mercadoria foi adquirida.

Porque teria sido?

Compreendi o motivo...

Eu era o "calcanhar" de Aquilles para o Alípio Monteiro!

José Martins