domingo, 20 de agosto de 2017

PORTUGAL NA TAILÂNDIA - 200 ANOS, DE PRESENÇA, NA ERA DE BANGUECOQUE"




Aproxima-se a bonita idade de 200 anos que Portugal re-encetou relações diplomáticas com o Reino da Tailândia. 
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A primeira ligação dos portugueses com o Reino de Ayuthaya tem lugar nos longíquos anos de 1511, cuja efémerida foi celebrada, com pompa, em 2011, com vários eventos culturais em Banguecoque, um em Ayuthaya e outro desportivo com Sporting Club de Portugal num jogo com uma selecção tailandesa realizado num estádio Nacional da capital tailandesa.
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Portugal é a primeira nação, da Europa, travar relações diplomáticas com a Tailândia e continua a ser na era de Banguecoque, isto porque a segunda capital da Tailândia, Ayuthaya foi invadida, pelas tropas do Reino do Pegú (Myanmar) em Abril de 1767, viria a cair e em 1782 estabelece-se um novo reino e dá, assim, a continuação da Tailândia moderna de hoje. 
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A comunidade portuguesa, na caída de Ayuthaya e a formação e a continuação do novo reino, nunca abandonou a Tailândia como a Chinesa e a Malaia e por tal se os Reis de Ayuthaya nutriam larga simpatia pelos portugueses redobrou em Banguecoque, Rei Rama II ofereceu a Portugal uma larga parcela de terreno onde hoje se encontra instalada a Missão Diplomática Portuguesa. A seguir segue, cópia do auto de  entrega.
 Penso, entretanto, que algo já estará agendado para que a celebração dos 200 anos, da primeira missão diplomata, de país estrangeiro, fundada em Banguecoque, tenha o brilho das celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses a Ayuthaya, cujas depesas, praticamente, as suportou, simpaticamente, a Tailândia. 
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Deixo aqui mencionado que todos os Reis da Tailândia, quer na era de Ayuthaya como na de Banguecoque, hajam tido larga consideração por Portugal e menciono que Sua Majestade o Rei Bumibhol Adulyadej (falecido em 13 de outubro ano passado e cremado próximo 26 de outubro), quando da entrega das Cartas dos Embaixadores de Portugal lhes concedia mais tempo do que a outros diplomatas de diferentes nações. 
José Martins