quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS - JUDITE DE SOUSA

Minhas memórias são muitas neste Reino da Tailândia onde vivo há quatro décadas.
Segunda-feira, 22 de julho de 2013

BAÚ DE MINHAS MEMÓRIAS - JUDITE DE SOUSA


Publicada por Maria Manuel “A Vida é um Minuto – O Poder e a Imagem” é o título do novo livro de Judite Sousa, que será apresentado no próximo dia 2 de Setembro, na livraria Bulhosa, em Entrecampos.
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O novo livro da jornalista, que será editado pela Oficina do Livro, vai ter a apresentação de Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino, também autores do prefácio da mais recente obra da jornalista.
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"A Vida é um Minuto - O Poder e a Imagem" vai abordar questões e acontecimentos políticos, nacionais e estrangeiros. Situações como a demissão do ministro da Economia Manuel Pinho, caso Freeport, serão alguns dos temas abordados.Este é o segundo livro da jornalista. O primeiro, editado em 2002, tem como título “Olá Mariana - O Poder da Pergunta”, que, para quem é uma amante de jornalismo como eu, recomendo vivamente.
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À MARGEM: Memórias há muitas para continuar a retirar do meu baú.
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Fui um "gajo", em Banguecoque, conhecido por governadores, ministros, jornalistas e outras figuras públicas.
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Há no meu baú montes de coisas para revelar. Não penso que tenha havido alguém que eu tenha servido ou acompanhado em Banguecoque, que tenha partido e dito mal de mim...
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A todos servir no meu melhor!
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Bebemos copos, perdemos noites e como fui um tipo "porreiro" nunca dei com a línguas nos dentes.
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Quando me começo a elogiar ninguém me segura...
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Mas tranquilos, porque com a idade que tenho não procuro promoção nenhuma nem favores de um "tacho".
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Deixo as "basófias" e vou falar de Judite de Sousa e orgulho-me de ter sido eu o primeiro "gajo" que colaborou, no estrangeiro, com uma das mais inteligentes jornalistas que na Tailândia lidei.
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Não posso afirmar com convicção quantos dias a acompanhei se por dez ou mais dias em Banguecoque.
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A Judite foi a destacada para realizar um longa metragem, da série "Portugal sem Fim", em cima da história de Portugal na Tailândia e de Malaca.
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Estavamos no ano de 1986. Antes da Judite viajar para a Tailândia, teve um encontro com o Embaixador Mello-Gouveia, de férias em Portugal, a dar-lhe conta do seu projecto na Tailândia e na Malásia, e solicita-lhe a ajuda de alguém e, desde logo, o nome do José Martins lhe foi indicado, como "barra", conhecedor das coisas de Portugal na Tailândia.
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Na altura ainda não tinha viatura, aluguei um carro e viajamos para Ayuthaya, Bairros Portugueses de Banguecoque, cemitérios (ainda não tinha sido profanados), filmou-se o fabrico dos fios de ovos (Foi Tong) como séculos atrás, foi-se a casa de um descendente da familia, luso-descendente, Sequeira e, muito velho, dedilhou o Hino Português no seu piano.
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Um trabalho excelente e de quando em Banguecoque existia muita coisa de um passado. O progresso ainda não tinha chegado a Banguecoque.
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Minha filha Maria gestava-se na barriga de minha mulher e viria a nascer um mês depois.-
Acompanharam a Judite, de Lisboa, um operador de câmara e o ajudante para carregar o pesado gravador.
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À noite visitamos o famoso Soi Paptong e viu aqueles "shows", como jornalista curiosa.
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Partiu com um "bom trabalho" elaborado a poupar o mais que possível, porque o dinheiro que trazia com ela era pouco.
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Nunca mais vi a Judite, mas passados 13 anos veio acompanhada do marido o Prof. Fernando Seara, (actualmente Presidente da Câmara de Sintra), seu filho do primeiro casamento e não se esqueceu do José Martins e foi à procura dele à Embaixada de Portugal em Banguecoque.
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Alguém foi à minha sala de trabalho e disse-me: "Está lá fora a Judite de Sousa à sua procura".
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Encontrei aquela menina, franzina, em 1999 como a tinha visto em 1986.
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Delicado como sou, pedi licença ao Prof. Fernando Seara, se poderia abraçar a sua esposa.
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Dei-lhe um grande abraço e nos seus olhos um brilhozinho.
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À noite fomos jantar à esplanada do hotel, ao lado, o "Royal Orchid Sheratoñ".
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Partiu de Banguecoque e foi despedir-se de mim.
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Além das suas entrevistas na RTPi, nunca mais a vi em pessoa.
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Talvez um dia a volte a ver em Banguecoque.
José Martins

1 comment:

Judite Sousa12:33 am
Caro José Martins, fiquei muito feliz de ver a " nossa " história de Banguecoque tão bem contada no seu blogue. Gostei de recordar aqueles dias magníficos e de recordar a sua preciosa ajuda. Desejo que tudo esteja bem consigo e gostaria de o rever um dia destes, ou em Lisboa ou na Tailândia. As saudades são muitas e as recordações infinitamente boas. Abraço amigo. Judite Sousa