quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

MEMÓRIAS – MISSÃO COMERCIAL



Durante a minha permanência, já longa, na Tailândia juntei à minha actividade como funcionário da Embaixada de Portugal, em Banguecoque, o jornalismo como amador e mais não fiz do que divulgar Portugal na Tailândia. Fui correspondente da Agência Lusa, Tribuna de Macau e com artigos em revistas e jornais onde se conta o Jornal de Notícias do Porto. 
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No processo da independência de Timor-Leste, embora ignorado, desempenhei um papel importante para o arranque do processo e quando da Cimeira da ASEAN em Julho de 1994 em que através das minhas reportagens, pelo telefone, em directo para a Rádio renascença dou conta da perseguição que está a ser feita, em Banguecoque, a José Ramos Horta e Mari Alkatiri, quando estes dois dirigentes estão escondidos e abrigados, pelo embaixador Castello-Branco na embaixada de Portugal. 
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Estive sempre no lugar certo na hora certa. Usei sempre a humildade e nunca segui em procura de favores, lamber os sapatos de ninguém ou valer-me das influências do poder para me guindar na vida. A honestidade foi outra das minhas armas. Tive alguns desgostos mas estes serão para contar mais tarde.
A seguir uma peça que enviei, em 1996, para a Lusa.