domingo, 8 de novembro de 2015

EMBAIXADA EM BANGUECOQUE-REGRESSO AO PASSADO



Já há ano e meio que não passava os portões da Embaixada de Portugal em Banguecoque, mas hoje pela força de circunstância tive que ali ir para obter um novo passaporte, pelo facto do que tenho terminar o prazo de sua validade em Janeiro próximo ano.
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Ora a Embaixada de Portugal em Banguecoque é uma parte de minha vida e disturbado, quando ali vou, desde Abril de 2014, pelo facto de os ventos de destruição, soprados pelo embaixador Luis Barreira de Sousa que indecentemente e a seu belo prazer destruiu uma obra, concluída havia pouco mais de meia-dúzia de anos e custado uma “pipa de massa” ao contribuinte português.
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Embaixador Luis Barreira de Sousa (pelo que prevejo) pelos seus erros graves, tarde e a más horas, depois ter destruído uma obra perfeita, foi exonerado de seu posto, de chefe de missão da Embaixada de Portugal em Banguccoque e partiu, para o Palácio das Necessidades. 

Prevemos, impune da destruição que levou a cabo em dois anos e meio, que não estará longe, segundo  meus cálculos, da proximidade de um milhão de euros.

Depois de parcar o meu carro ao lado da chancelaria, olho para o jardim da residência dos chefes de missão e classifico-o como um “frango” depenado, sem árvores decorativas. 
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À frente da secular residência foi-lhe tirado o encanto tido e arrancadas pela raíz duas árvores Plumerias em que uma produzia flores cor de lilás e outra de cor branca.
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O edifício da chancelaria também se sujeitou à destruição voraz do embaixador Luis Barreira de Sousa em que viola a construção, por planta, aprovada por técnicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sistematicamente foram arrancados os aparelhos de ar-condicionado, todo o sistema, inerente, de circulação, outras apetrechos onde se incluiem computadores. Foi tudo, creio, para o lixo e substituídos por novos.
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Na saga destruidora do embaixador Luis Barreira de Sousa deve ter acontecido o mesmo, dentro da Residência secular, cujo recheio um do Estado e outro de embaixadores, residentes, era uma casa digna de ser visitada. 
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Não fazemos ideia de qual foi a destruição, mas sabemos por imagens, obtidas do lado do rio, cuja fachada a cor que teve, por muitas dezenas de anos, foi-lhe retirada.

Estive na chancelaria por cerca de 45 minutos, não me posso queixar do atendimento, que foi pronto e eficiente. Achei o interior um espaço gelado, mórbido e sem vida.
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Os vários gabinetes nus de privacidade cujas cortinas de folhas de plástico, de subir e descer, não escaparam à sagacidade destruitiva do embaixador Luis Barreira de Sousa.
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Aquela chancelaria teve vida e a que hoje não tem... Animada por uma Secção Comercial, Secção Cultural (onde estiveram um e uma conselheira cultural), informação cultural e turística em cima de mesas espalhadas pelo salão.

Mas temos confiança que o novo Embaixador Francisco Vaz Patto, há pouco mais de uma semana que assumiu a gerência da missão diplomática de Portugal em Banguecoque, vai ser o Homem certo para dar novo dinamismo à primeira missão diplomática de Portugal na Ásia, com 196 anos de vida e  serviu o elo de ligação entre  Portugal e a Tailândia, ex-possessões na Índia, Macau, Malaca, Singapura e Timor-Leste


José Martins