segunda-feira, 28 de setembro de 2015

TAILÂNDIA: "MOVIMENTAÇÃO DIPLOMÁTICA"



Embaixador Luis Barreira de Sousa é mais um diplomata português, entre tantos, que representaram Portugal no Reino da Tailândia desde 1820. Não poderíamos ficar alheios à sua presença na capital tailandesa dado que faz parte dos 9 embaixadores que conhecemos, em Banguecoque, desde o ano de 1978. O nosso propósito é registrar sua passagem pela Tailândia e nesse contexto, pedimos ao embaixador Luis Barreira de Sousa que nos desse conta de sua atividade durante a sua missão que a seguir registramos. Pelo conteúdo, abaixo designado, a atividade do embaixador Luis Barreira de Sousa foi intensa e produtiva para Portugal, Tailândia,Vietname e outros países (acreditado como embaixador não-residente) do Sudeste Asiático, onde se inclui Cambodja, Laos, Malásia, Myanmar. Desejamos ao embaixador Luis Barreira de Sousa muitas felicidades e êxitos como diplomata de Portugal.
José Martins  


O embaixador Luis Barreira de Sousa  termina este mês o seu curto mandato em Banguecoque onde chegou em abril de 2013 vindo de Dili onde estivera quatro anos. 

Só no ano seguinte é que apresentou credenciais em Rangum, Viencianne e Phnom Phen e já este ano em Hanoi não tendo conseguido apresentá-las em Kuala Lumpur.

Trouxera como prioridades o restabelecimento de contatos politicos, a promoção do investimento em Portugal, a atração de mais turistas e estudantes e a atualização da nossa imagem nos meios culturais.

O restabelecimento de contatos politicos bilaterais foi inviabilizado pela ocorrência do vigésimo golpe militar um ano depois da sua chegada, em maio de 2014, na sequência do qual a UE suspendeu todos os contatos ministeriais bilaterais e de chefes militares até que haja novo governo eleito.

Assim por exemplo as visitas do CEFA e do CEMA a convite dos seus homólogos tailandeses, que teriam sido as primeiras, tiveram que ser adiadas.

Tal como a visita do Presidente da Câmara Municipal do Porto, para celebrar um acordo de geminação com Chiangmai, onde entretanto foi criado um Consulado Honorário nessa previsão.

Ainda assim foi possível trazer à Tailândia, este ano, o Diretor Geral do Património Cultural, para celebrar finalmente um protocolo de cooperação com o "Department of Fine Arts", sobre Proteção do Património e Políticas Museológicas, ao abrigo do Acordo Cultural de 1985.

Bem como o Diretor Geral da Política Externa, igualmente este ano, para participar no Primeiro Diálogo Político Luso-Tailandês, durante o qual ficou assente comemorar em 2018 os 500 anos da celebração do primeiro Tratado de Comércio e Aliança entre os dois países em 1518.
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Tal como foi possível levar a Lisboa em visita oficial, pela primeira vez, também este ano, o Governador de Banguecoque, que para tal fora convidado em outubro de 2013 pelo seu então homólogo António Costa.

Logo que as visitas ministeriais forem retomadas poderá ser assinada a Convenção para evitar a Dupla Tributação cujas negociações foram concluídas em dezembro passado.

Mesmo sem esse acordo, o investimento tailandês em Portugal, que até agora se limitara à compra em 2010 duma fábrica de conservas de atum em Peniche, com 600 operários, pela “Thai Union Frozen”, a maior conserveira do mundo, teve dois desenvolvimentos interessantes em 2015 no setor do Turismo.

A "Six Senses" abriu em julho um resort de luxo no concelho de Lamego, à beira do Douro, e a "Minor International", dona de marcas prestigiadas como a Anantara, adquiriu em fevereiro os primeiros seis dos 14 hotéis da marca Tivoli, e a marca na America Latina, por 200 milhões de euros, 50 dos quais pelos dois no Brasil, um em São Paulo e outro em Salvador, faltando ultimar a compra dos oito remanescentes, e da marca na Europa, por 100 milhões.

Mas antes mesmo de comprar os oito remanescentes, a Minor já adquiriu a concessão e a propriedade dos edifícios de dois deles, o histórico Seteais e o Tivoli Oriente. 

Se adicionarmos o montante já anunciado para reabilitação, 100 milhões de euros, trata-se de um investimento de 400 milhões de euros, dos quais 50 no Brasil.

Em ambos os casos os investimentos em apreço são os primeiros na Europa das duas empresas.

Ainda no domínio do Turismo importa realçar a visita este mês, a convite do Turismo de Portugal, do diretor e do fotógrafo da revista "Lonely Planet Thailand", que vende 120 mil cópias por mês, para dar a conhecer o  ciclo do vinho do Porto e o ciclo da rolha de cortiça. 

Este ano (2015) foi igualmente assinalado pela visitas do vice-reitor e do director da faculdade de Letras da Universidade de Coimbra à universidade, logo em janeiro, do reitor da universidade do Porto às universidades de Kasetsart, Chiangmai e Khon Khen, em fevereiro, e do reitor da universidade de Lisboa às universidades de Thammasat e Mahidol. 

Em sentido inverso tiveram lugar, em 2014 e 2015, visitas a Portugal de vice-reitores e decanos das universidades de Chulalongkorn e Kasetsart. 

Esta intensificação dos contatos académicos bilaterais foi motivada pelo aumento do número dos bolseiros Erasmus tailandeses que escolhem fazer mestrados e doutoramentos em Portugal que este ano foi pela primeira vez o país da UE de longe mais procurado. 
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Em 2013 a editora Nanmee convidou o escritor José Rodrigues dos Santos para vir lançar a versão em tailandês do seu romance sobre as alterações climáticas, “O Sétimo Selo”.

E em 2015 o ministério da Cultura exibiu no seu Centro de Arte Contemporânea as 70 obras produzidas pelo artista Somboon Hormthientong na sequência duma residência artística em Lisboa em 2014 patrocinada pela Fundação Oriente.

Na inauguração esteve presente o atual PCM da capital portuguesa, Fernando Medina, que viera participar no "III ASEM Meeting of Governors and Mayors" durante o qual Lisboa foi escolhida para receber o próximo encontro em 2017.

Logo a seguir à exposição, que no próximo ano será exibida no Museu do Oriente, teve lugar no Bangkok Art and Culture Center a “Primeira Semana de Cinema Português” por iniciativa conjunta das cinematecas dos dois países e cujo realizador convidado foi o João Mário Grilo - tendo ficado assente que em maio terá lugar em Lisboa a Primeira Semana de Cinema Tailandês.

Embora só tenha apresentado credenciais em Hanoi em março deste ano, o embaixador Luis Barreira de Sousa acompanhou a primeira visita oficial dum PM do Vietname a Portugal, em junho, durante a qual foi assinada uma Convenção para Evitar a Dupla Tributação e ficou assente comemorar em 2016 os 400 anos da chegada de Francisco de Pina a quem se deve o uso do alfabeto latino para escrever a língua vietnamita que até então só se escrevera em caracteres chineses.

O Vietname é neste momento o país da área de jurisdição da embaixada donde é oriundo o maior número de bolseiros Erasmus, quase metade do total, e também uma fonte não dispicienda de investimento em Portugal.

Com efeito está em negociação avançada a instalação em Paços de Ferreira por uma empresária de Saigão de uma fundição de microprocessadores de tecnologia GaaN comprada em Silicon Valley na qual uma equipa de investigadores sino-americanos levará a cabo investigação de ponta.

O embaixador Luis Barreira de Sousa vai transferido para as Necessidades de onde por seu turno virá o seu sucessor, Francisco Vaz Patto:
Carta que Luis Barreira de Sousa enviou para a comunidade residente.

On 30 Sep 2015, at 08:30, ambassador embassyofportugal <ambassador@embassyofportugal.or.th> wrote: 

Prezados Compatriotas,
termina hoje o meu mandato como embaixador na Tailândia, Vietname, Mianmar, Camboja, Laos e Malásia - embora nesta última não tenha chegado a apresentar credenciais e portanto a poder trabalhar.

Apesar de curto deu-me muitas oportunidades de contribuir para o reforço dos laços com Portugal. Que espero ter sabido aproveitar para o nosso bem comum. 

Na Tailândia o congelamento dos contactos governamentais decretado pela UE na sequência do golpe militar de maio de 2014 obrigou-me em boa hora a concentrar os meus esforços na promoção de contactos que se revelaram muito propícios entre autarquias, empresas, universidades e entidades com responsabilidades culturais.

Este ano acabou assim por ser bastante preenchido, com a compra dos Hotéis Tivoli pela Minor e a abertura dum resort de luxo pela Six Senses em Armamar, com as vistas dos reitores das universidades do Porto e de Lisboa, com a assinatura dum protocolo de cooperação sobre preservação do património entre a DG do Património Cultural e o Department of Fine Arts, com a exibição das obras realizadas pelo Somboon Hormthientong em Lisboa, com a realização da Primeira Semana de Cinema Português e do Primeiro Diálogo Político Luso-Tailandes, durante o qual ficou assente comemorar em 2018 os 400 anos da celebração do nosso primeiro Tratado de Comércio e Aliança, e com a visita a Lisboa, pela primeira vez, do Governador de Banguecoque.

Enquanto esperamos que o Manuel Cajuda leve o BEC Tero Sasana à final, no próximo ano, convido-vos a estar atentos à programação do próximo Festival Mundial de Cinema de Banguecoque, em novembro, no qual será exibido o afamado filme de Miguel Gomes sobre a crise dos últimos anos no nosso país, As Mil e Uma Noites, cujo diretor de fotografia foi um notável tailandês, Sayombhu Mukdeeprom.

Não posso deixar de salientar ter tido o privilégio de acompanhar a primeira visita de um PM do Vietname a Portugal durante a qual ficou assente celebrar em 2016 os 400 anos da chegada do grande jesuíta português Francisco de Pina a quem se deve, com uma pequena equipa, a aplicação do alfabeto latino ao vietnamita, que até então se escrevia em caracteres chineses, na elaboração dum dicionário de português-vietnamita-latim - editado trinta anos depois em Roma por um seu discípulo francês a quem erradamente foi atribuído durante muito tempo.

Temos aliás que estar muito atentos ao Vietname porque é o país com mais estudantes de língua portuguesa em toda a sub-região mas também o que manda mais bolseiros Erasmus para Portugal fazer mestrados e doutoramentos, quase metade do total, e o que mais vende no nosso país onde também começou este ano a investir e com tecnologia americana muito avançada, no fabrico de microprocessadores.

É também claro está o terceiro país da Ásia com mais católicos, depois das Filipinas e da China, pelo menos 7 milhões segundo me disse o Cardeal de Hanoi, e quem fala de católicos neste continente fala da obra dos nossos antepassados. 

A este respeito fiquei particularmente sensibilizado pelas comemorações dos 500 anos da introdução do catolicismo pelos portugueses no que é agora o Mianmar, em cujo fecho participei juntamente com o enviado especial do Santo Padre, o orgulhoso luso descendente Osvaldo de Gracias, cardeal de Bombaim, em novembro do ano passado em Rangum, cujo anfitrião, outro orgulhoso luso-descendente, Charles Bo, foi entretanto elevado ao cardinalato em fevereiro.
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Mas o primeiro momento de grande emoção no Mianmar fora a visita que fiz em agosto de 2014 às cinco comunidades no Vale do Mu de descendentes dos soldados portugueses que no século XVI foram recrutados pelos potentados locais para operar os canhões que lhes vendemos. 

Luso descendentes que até 2010 nunca tinham tido direito a documentos de identidade birmanesa por continuarem a auto classificar-se como portugueses! 

E se tanto esses como os luso-descendentes tailandeses já não usam apelidos portugueses, os primeiros porque os apelidos não fazem parte da cultura local e os segundos porque foram obrigados a tailandizá-los, embora os da comunidade de NS da Conceição de Banguecoque os não tenham esquecido, como testemunhou o Duque de Bragança quando os visitou com a sua família em julho do ano passado, os luso-descendentes de Malaca e de Phnom Phen usam-nos com orgulho. 

Parto portanto com a alma farta de belas emoções e com a consciência do dever cumprido deixando-vos votos de realização individual e de felicidade familiar.
 Cordialmente

O Embaixador

Thursday, January 01, 2015


"GRITO PARA SURDOS?"



EMBAIXADA DE PORTUGAL NO REINO DA TAILÂNDIA

“.....efémeras e ocas num país atolado em corrupções várias” 29 Dez, 2014 Fernando Sobral, Negócios

SALA DE MAU CHEIRO

Há cerca de meio século, quando a viver na cidade da Beira, Moçambique, assisti a uma conferência, numa sala de cinema, proferida por padre católico, cujo  tópico era “Para um Mundo Melhor”. O padre, mais tarde, viria a ser Bispo de Nampula, contou a história da sala de mau cheiro para cerca de 100 almas. 
 Entrada para a chancelaria da Embaixada de Portugal em Banguecoque,antes de SA a Princesa Real Maha Chakri Sirindhorn proceder a sua inauguração. Quatro, pequenos, canhões decoram a entrada do público para o serviço de chancelaria. Despareceram... Porquê? Onde estão? Arrumados a um canto? Lembro, aqui, que os canhões são uma referência, histórica, de Portugal na Tailândia. .
A sala ou quarto de mau cheiro, como se lhe queira chamar, era um espaço onde permaneciam um certo número de pessoas, com um fedor, interior, horrível e todos que por lá permaneciam estavam, absolutamente, familiarizado com o ar empestado. 

Funcionários da embaixada, aguardam a chegada de SA Princesa Maha Chakri Sirindhorn, no dia 15 de Junho de 2006.  O clérigo, conferencista, foi dizendo aos que o ouvia que pessoa entrasse na sala de mau cheiro, de principio e quando suas narinas aspiravam o primeiro ar, lá para ele: "mas que raio de cheiro há aqui dentro...." 

Embaixador Lima Pimentel, recebe, no exterior da chancelaria, SA Princesa Maha Chakri Sirindhorn. Acontece que se a pessoa, pela primeira vez, entrasse naquele espaço, pestilêncio, se não saísse, não tardaria a acomodar-se com o mau cheiro e inserido no grupo dos aspiradores daquela porcaria. 
SA Princesa Maha Chakri Sirindhorn dirige-se para o edificio da Chancelaria a fim de o inaugurar. 
 O tema, que adiante, que me irei referir é em cima da Embaixada de Portugal, em Banguecoque – Tailândia, instalada, no mesmo local, há 195 anos, num terreno doado por Rei da Tailândia para que ali fosse construída  Feitoria.

 SA Princesa Maha Chakri Shirindorn, entra na Chancelaria.. 
Ora a Embaixada de Portugal em Banguecoque, tem sido, desde há uns tempos, uma sala de mau cheiro o qual não desejo aspirar. Estou ligado a esta casa desde 1977. Primeiro como amigo, segundo pintor das paredes do jardim, terceiro como funcionário assalariado, quarto, triunfalmente em 1999, como funcionário público do Estado Português.
  Embaixador Lima Pimentel e SA Princesa Maha Chakri Sirindhorn, junto a um painel, de azulejos, com uma caravela a navegar no alto mar. Caravela o símbolo Luso nos mares da Ásia e Oriente.
Durante o longo período, ligado à missão diplomática (37 anos), fez de mim, o português de toda a história de Portugal na Tailândia, a conhecer melhor, os quatro cantos desta casa.
 SA Princesa Maha Chakri, depois de descerrar uma placa, em bronze, onde designa a sua passagem pela chancelaria.
Vivi tempos de glória daquela casa. Conheci e servi Portugal nesta missão diplomática durante as missões de 8 embaixadores, cada um com perfil diferente e diversas formas de representar Portugal na Tailândia. Há embaixadores de Portugal compenetrados que a missão deles é servir Portugal, em primeiro lugar e em segundo seus interesses. 
SA Princesa Maha Chakri Sirindhorn, deixa o edificio da chancelaria, em companhia do embaixador Lima Pimentel.
Há ainda outros, depois de se entronizarem, por conta própria, como reis, em vez de cuidarem dos assuntos, do país que representam e lhes paga, principescamente, entregam-se a destruir o que estava bem feito. Destroiem, a seu belo prazer, sem dar conta a quem de direito. 
 SA Princesa Maha Chakri Sirindhorn, acompanhada pelo embaixador Lima Pimentel, entra pelo portão que divide o largo, frontal da Chancelaria, para o jardim, parcela alugada a um hotel de 5 estrelas. Tem sido isto, na proximidade de dois anos, que o embaixador Luis Barreira de Sousa, acreditado (pela graça do então ministro dos Estrangeiros Paulo Portas) em Banguecoque, com estoicidade tem destruído (conforme lhe tem dado na “real gana”), sistemáticamente, uma obra que estava, absolutamente, perfeita e funcional. 
Terminada a visita ao jardim, parcela alugada ao hotel, SA Princesa Maha Chakri Sirindhorn, acompanhada do embaixador Lima Pimentel dirige-se para a residência, dos chefes de missão para um almoço. Espatifou, parte (do edifício onde funciona o serviço de chancelaria) uma obra que foi desenhada e dera aval, para a construção (em 2002), os serviços técnicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, há cerca de uns 8 anos e inaugurada, em meados de Junho de 2006 (missão do Embaixador Lima Pimentel), pela Princesa Real Sua Alteza Maha Chakri Sirindhorn. 
Hoje o edificio da chancelaria da embaixada de Portugal em Banguecoque é isto!!! (1) Entrada os canhões desapareceram; (2) O relvado juntos aos paus de bandeira, foi-se; (3) O parque para 4 automóveis e o corrimão de arbustos, que o dividia, destruído; (4) a cor da parede da chancelaria que sempre foi branca (estado de novo) substituída por uma que não condiz com o cenário que envolve o edifício; (5) duas máquinas, geradoras de ar-condicionado, para refrescar o salão da chancelaria (completamente novas) foram mandas retirar. Mas a destruição e modificações custaram balúrdio! 
Pelos meus cálculos (de que não dará muita margem de engano), embaixador Luis Barreira de Sousa “estourou” cerca de meio milhão de euros, montante que lhe teria deixado, depois de sua comissão de serviço e partir para Pequim, o embaixador Torres Pereira, proveniente de rendas da parcela de terreno alugado a um hotel de 5 estrelas e vizinho da embaixada.
 O edifício da chancelaria, parte traseira, mais parece um "palheiro pintado". Arbustos decorativos que ali existiam desapareceram. (1) Onde se situavam os compressores de produzir ar fresco para o salão onde permanecia,para ser atendido, o público; (2) Compressores de ar-condicionado, com 7 anos de uso, foram substituídos, por novos e coladas à parede. Obs. Um compressor, com a devida manutenção, dura 15 a 20 anos.
Hoje, exteriormente, a chancelaria da embaixada de Portugal em Banguecoque é o que se vê! E lá dentro o que aconteceu? Muito, mas mesmo muito e foi destruir o que estava bem feito!

Assim foi o exterior da chancelaria, no final da construção e inauguração.  Tenho assistido, serenamente, a todos os devaneios diplomáticos e entronizações, por conta própria, na Embaixada de Portugal em Banguecoque. 
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Conclusão: "A Chancelaria foi inaugurada em 2006. Ali trabalhavam muito bem os funcionários em serviço a Portugal. 6 anos passaram sem nenhuma degradação do edifício. Pergunto: Para quê gastar este dinheiro todo sem visível necessidade? Quem beneficiou com isto? Nem os funcionários (a maioria abandonaram o serviço) nem o Estado Português ou os visitantes ficaram mais bem servidos. Será que o embaixador consegue explicar qual o benefício?"

Quem acode a isto!!!

José Martins

2 comments :


  1. Anonymous6:38 am
    Ao que consta, os devaneios são muito maiores que os relatados. Todos os dias passo em frente à casa há sempre grandes obras e maquinas a trabalhar. Gostava de saber de onde vem esse dinheiro que os nosso reformados podiam receber e que são enterrados na casa.
    ReplyDelete
  2. Anonymous10:17 am
    MAS ISTO NÃO PODE SER DENUNCIADO?

2 comments :


  1. Anonymous6:38 a.m.
    Ao que consta, os devaneios são muito maiores que os relatados. Todos os dias passo em frente à casa há sempre grandes obras e maquinas a trabalhar. Gostava de saber de onde vem esse dinheiro que os nosso reformados podiam receber e que são enterrados na casa.
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  2. Anonymous10:17 a.m.
    MAS ISTO NÃO PODE SER DENUNCIADO?

    Tuesday, January 06, 2015

    BANGUECOQUE: "NÃO HÁ REGRA SEM EXCEPÇÃO"

    Chefe de missão ausente não há Bandeira das Quinas para olhos de ninguém. Foto de arquivo.
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    O mastro no jardim da Embaixada de Portugal em Banguecoque desde a quadra do Natal até hoje, dia 6 de Janeiro de 2015, encontra-se despido sem a bandeira das quinas. 
    Residência de Feitores, Cônsules e Embaixadores de Portugal em Banguecoque, desde a década 60 do século XIX. Uma peça única em todo território nacional.
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    O jardim da Embaixada de Portugal encontra-se na margem esquerda do grande rio o Chao Prya, onde diariamente navegam milhares de pessoas e nas duas margens, do rio, à bandeiras hasteadas em diversos edifícios. Tudo me indica que o chefe de missão está ausente e quando tal acontece não há Bandeira das Quinas para os olhos de ninguém, mas o enorme mastro, despido, que no mesmo local se encontra desde 1820 e serviu de orientação às pessoas que navegavam nos canais de Banguecoque em direcção ao rio Chao Prya.
    Quem navega no rio Chao Prya e vê a Bandeira das Quinas a flutuar no alto do mastro, logo se apercebe que alí é um pedaço de Portugal. .
    Já o ano passado e na quadra do Natal aconteceu o mesmo. Enviei um e-mail ao embaixador Luis Barreira de Sousa em que num parágrafo o informava: "Igualmente, como no último dia do ano, o pau-de-bandeira estava mais uma vez erecto e despido da bandeira portuguesa. Eu nunca vi aquele mastro, desde que comecei a frequentar a missão desde o ano de 1978, sem bandeira portuguesa no topo do mastro ou a meia haste, no caso de falecimento de pessoas ou tragédias"
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    Embaixador Luis Barreira de Sousa respondeu-me: "José, em matéria de bandeira na Residência sempre fui muito conservador: só é hasteada durante o dia e quando o embaixador está no país. A única que é hasteada durante o dia na minha ausência é a da Chancelaria. No domingo quando eu lá voltar será de novo hasteada na Residência. Abraço - Embaixador. José Martins

    1 comment :

    talvez seja para protecao...
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