terça-feira, 4 de março de 2014

PORTUGUESES NA TAILÂNDIA - CARLOS AFONSO




Carlos Afonso mais um português a juntar-se à comunidade portuguesa na Tailândia. Conhecemo-lo há três dias e de quando da realização do Bazar Internacional da Cruz Vermelha, organizado pelas missões diplomáticas, acreditadas no Reino da Tailândia, a vender produtos portugueses, no pavilhão reservado à Embaixada de Portugal.
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Na primeira vista verificamos que Carlos Afonso é um homem de trabalho e de iniciativas. Agendamos uma visita a seu restaurante e assente,para ontem, terça-feira (4.3.2014), para obtermos mais informações relativas à sua presença e futuro na Tailândia. Carlos Afonso há quatro anos tropeçou de amores com uma jovem senhora, Kitliya e  como o amor é prodigioso, em milagres, não tardou os dois juntar os “trapinhos” e fazer vida conjunta. 
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Carlos Afonso é um empresário em Paris, proprietário de duas companhias uma na área de demolições e outra de jardinagem onde se ocuparam umas 90 pessoas. Hoje ainda possui uma empresa em Paris, com apenas 9 pessoas, que dirige, juntamente, com seus negócios, de Banguecoque. 
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O nosso homem em Banguecoque não viajou da capital de França à Tailândia com, apenas, o objectivo de lazer,mas fazer negócios importando produtos da Tailândia para a França. Montou escritório, na capital tailandesa e deixou um sócio tratar-lhe dos negócios enquanto ele em França geria suas duas companhias. Longe da vista longe do coração e seu sócio além de ir gerindo os negócios de exportação entregava-se a devaneios e depois de analisados  prejuizos o escritório foi encerrado. 
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Carlos Afonso não desiste de continuar, na Tailândia, seguir em frente e agora juntamente com sua mulher formam uma companhia luso/tailandesa sob as regras que se regem as leis do país 51% do capital para os naturais e 49% para os estrangeiros. 
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A primeira aventura foi a aquisição de um restaurante para sua mulher Kitliya gerir enquanto Carlos dirigia seus negócios em França. E assim tem sido desde há uns poucos meses com uns períodos do Carlos em Banguecoque e outros em França. 
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Carlos de 46 anos idade a transpirar juventude pelos poros pertence à geração dos portugueses que partiram de Portugal para França a salto e ele, assim foi, nos braços de sua mãe com apenas dois anos e nas mãos de uma passador para se juntarem ao pai, serralheiro, de profissão. 
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Mas para aquela passagem para França e compensar o “passador” lá se foi uma courela que a mãe vendeu numa povoação entre Leiria e Pombal. Escreveriamos aqui uma longa história do ouvido do Carlos Afonso. Ficará para depois. 
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Temos à nossa frente mais um homem português com iniciativas e a certeza pelos projectos que tem em vista, mais um luso em país estrangeiro e no Reino da Tailândia.
O nome dado ao restaurante que por enquanto ainda serve só comida tailandesa. Em vista, no futuro, agregar bacalhau em várias maneiras de cozinhar, caldo verde com "tora" de chouriço e mais afins da gastronomia portuguesa. Sendo assim será o primeiro restaurante de culinária lusa na Tailândia.

A entrada para o restaurante Mom, propriedade do casal Carlos e Kitliya
Logo à entrada temos, ao lado esquerdo, um painel imaginativo riscado, a giz branco e outras cores, pelo Carlos.
Neste espaço, ao principio da noite, volta ponto multirracial, preenchido por clientes que moram nas redondezas ou trabalham em numerosos escritórios da área.
O casal luso tailandês Kitliya e Carlos
Um aspecto do interior do restaurante de 70 lugares e serve a média, por dia, 240 refeições, não incluindo os pratos vendidos para fora.
Confeitaria preparada pelo Carlos Afonso que além de várias especializações obteve um diploma de um curso de hotelaria em Paris. Em preparação e para aperfeiçoamento os pasteis de nata portugueses.
A panorâmica do restaurante Mom desde a entrada com duas salas onde se acomodam, sentadas 70 pessoas. No primeiro e segundo andares há dois fornos para confeccionar pastelaria e pizas.
Um trecho pintado e imaginativo à entrada do restaurante Mom
E lá estão, em local visível, os símbolos da portugalidade a Bandeira das Quinas e um Galo de Barcelos. Não há português e terá que aparecer o primeiro, a viver no estrangeiro, que não tenha consigo algo de Portugal, em sua casa, que lhe fará amenizar as saudades.
A escassos metros do restaurante Mom há um aglomerado de grandes prédios cujas gentes que ali trabalhar, a maior parte são clientes do restaurante Mom.
José Martins
P.S. Voltaremos, em breve, a escrever algo mais sobre Carlos Afonso