segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

NA PEUGADA DOS PORTUGUESES NA TAILÂNDIA - NUNO CALDEIRA DA SILVA

4ª parte
Gostarei de me referir, mais uma vez, a Fernão Mendes Pinto como ele soube retratar o Reino do Sião onde teria permanecido cerca de uma meia dúzia de anos: 

“Da muita fertilidade do Reino do Sião, e de outras particularidades dele. Porquanto até agora tratasse do sucesso que teve esta ida e do rei do Bramá, ao reino do Sião, e do levantamento do reino de Pegu..... 
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Este reino, como se pode ver no mapa, tem por sua graduação quase setecentas léguas de costa, e sessenta na largura do sertão. A maior parte dele é de terras muito baixas, que bem se pode dizer campinas lavradas, e rios de água doce, e por isso é muito fértil e abastada de mantimentos e carnes. 
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Tem muitas minas de prata, ferro, aço,chumbo, estanho, salitre e enxofre. Tem também muita seda, águila, benjoim, lacre, anil, roupas de algodão, rubis, safiras, e ouro, e disto tudo muito grande quantidade. 
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Nos matos da costa tem muito brasil, e pau-preto, de que todos os anos se carregam mais de cem juncos para a China, Ainão, Léquios, Camboja, e champá, e tem mais muita cera, mel, e acúcar. Rendiam ordinariamente neste reino, os direitos reais, cada ano doze contos de ouro, fora os serviços que lhe faziam os senhores dele, que também é outra muito grande quantidade.... 
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O rei, por inclinação de sua natureza, não é tirano. As alfândegas de todo o reino, são dedicadas por esmola a certos pagodes, por onde ficam sendo muito baratos os direitos que se pagam nelas, porque como eles não podem ter dinheiro, não pedem aos mercadores mais do que aquilo que eles de boamente lhes querem dar, a modo de esmola..... 
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Há mais neste reino muita pimenta, gengibre, canela, cânfora, pedra-ume, canistula, tamarinho, e cardomono, em muito grande quantidade, de maneira que bem se pode dizer e afirmar com verdade o que já naquelas partes ouvi muitas vezes, que este um dos melhores reinos que há em todo o mundo. (Segundo volume excertos de páginas 757/758/759) 
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São impressionantes os relatos de Pinto porque estes são na totalidade credíveis e ninguém melhor que eu o posso afirmar dado que no Reino da Tailândia já levo 35 anos.


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Último dia de três passados em Chiang Mai a visitar a cidade e os templos pela manhã, Nuno Caldeira levou-me ao templo Wat Umong Suan Puthatham , na base da montanha Doi Suthep. Umong na lingua tailandesa é túnel e em três escavados numa montanha, artificial, quedam-se as santidades onde as pessoas vai orar. A área do templo situa-se dentro da florestas onde crescem árvores de grande porte e, muitas com centenas de anos.
Á chegada, ao templo, um galo "garnizé" posado num ramo da frondosa árvores, não parava de cacarejar alto.... Como se tivesse medo das alturas...
Uma jovem, turista ocidental lê o conteúdo gravado na chapa e relativo à história do templo
Santidade num altar ao fundo do tunel
A pagadora de promessa ajoelhada, orando, para uma divindade.
Estátuas de divindades espalhadas por toda a área...
Imagens, seculares, dão conta do esplendor, de outras eras, do templo Wat Umong Suan Puthatham 
Um monge budista a tomar banho de sol pela manhã....
As escadas que nos levam à stupa sagrada guardada por duas nagas.
A stupa sagrada
Um grupo de turistas junto à stupa sagrada, cuja base é ornamentada com cabeças de elefantes e uma parte importante da vida dos siameses quer na defesa do reino como animal de trabalho.
Nuno Caldeira junto a uma estátua do Lorde Buda de quando sua santidade disseminava a religião budista.
Um búfalo de água, em estátua, com mais de 500 anos.
Uma árvore secular e considerada sagrada na área do templo
Nuno Caldeira distribuiu, primeiro sementes aos peixes e depois, parte aos pombos.
A legenda na imagem explica tudo...

O monumental  templo Wat Chedi Luang com 80 metros de altura. Para saber mais clique AQUI
Lorde Buda
Noviços, estudantes, do templo Wat Chedi Luang
Milhares de turistas, diariamente, visitam o templo Wat Chedi Luang
Estudantes futuros monges budistas que estudam na universidade
Toros de gigantesca árvore com mais de 10 metros de diâmetro e com idade, mais ou menos de 500 anos.

Pedaço de muralha, antiga, que defendia a cidade de Chiang Mai. Para mais clique AQUI

Baluarte, estratégico, da muralha antiga com largo ângulo de visão para evitar a penetração do inimigo para além dos muros da cidade de Chiang Mai.
Uma parte da cidade de Chiang Mai onde anuncia hospedagem de preços baratos para turistas, jovens, estrangeiros e de mochila às costa. Acomodação para todos os preços e bolsas.
Uma casa, museu, da primeira cidade de Chiang Mai Wiangkumkam
Nuno Caldeira alugou uma carroça puxada por um "garrano" tailandês e guiado por um cocheiro para darmos as voltas às ruínas.
Templo principal da cidade antiga Wiangkumkam
Templo Wat Doi Kham
Pagadoras de promessas
Uma varanda mirante que para além se vê até perder de vista
Uma divindade protegida com uma naga de 7 cabeças

Um elefante transformado em divindade
Montanhas, florestas, vistas do temploTemplo Wat Doi Kham

Dádivas oferecidas, por peregrinos, ao tempo.
Lorde Buda em estátua à entrada do templo Wat Doi Kham
Nuno Caldeira conversa com um monge seu amigo
Stupas funerárias onde repousam as cinzas dos reis de Lanna, de Chiang Mai, antes deste reino de se integrar no Reino do Sião.
Mausoléus, funerários, dos membros da fámilia dos reis de Lanna
E finalizei o meu trabalho de 4 dias em Chiang Mai e do último templo visitado, dr. Nuno Caldeira da Silva, transportou-me para o aeroporto internacional de Chiang Mai. Aqui ficam os meus agradecimentos pela amabilidade e hospitalidade recebida.
José Martins