segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PORTUGUESES NA TAILÂNDIA – MÁRIO LEMOS TREINADOR DE FUTEBOL




Depois do veterando professor Henrique Calisto que durante 7 meses treinou, com sucesso, o SCG Muanthong United, de Banguecoque,  seguiu-se-lhe um jovem de 25 anos Mário Lemos ao serviço o mesmo clube há 18 meses.  
Currículo do jovem treinador  português: Credenciado como treinador de futebol pela Federação Portuguesa de Futebol e UEFA. Iniciou a sua carreira no F.C. Ferreiras durante 4 épocas. Aceita o desafio para treinar nos Estados Unidos da América e dirige  a TSF Academy, DSC United, em Jersey no qual consegue obter duas subidas de divisão. Em 2012 viaja à Tailândia e assume a direcção do Sub 16 do SCG Muangthong United, o maior clube do País e campeão da Liga em, 2010 e 2012. Dado aos excelentes bons ofícios como treinador do Sub 16, Andrew Ord treinador da equipa B, seniores, convida-o para seus assistente. Lado a lado levam o plantel a melhor classificado e conseguem o segundo lugar no campeonato da Tailândia da 2ª Divisão, da zona central do Reino e apurando a equipa para o “playoff” de subida de divisão".

Não deixarei, porém, de aqui citar como eu e o Mário nos conhecemos em Junho do ano passado e de quando se iniciava o EURO 2012.  Ora eu, sem contar, entrei nos meadros do futebol, na Tailândia, na altura que o Prof. Henrique Calisto, depois de sucesso estrondoso no Vietname, viria a treinar o SCG Muangthong e durante os 7 meses fui seu adido de imprensa, acompanhando-o a todas as cidades onde seu clube disputava os jogos. 



Mestre Calisto, partiu e fiquei "colado" ao futebol a captar imagens quer dos jogadores no relvado como as emoções do público a "torcer" na bancada. 
 Chapéus de facto há muitos!!!... Mas chapéu, igual, ao que me identifica, na Tailândia, como luso, não há!
Mário Lemos, chegado à poucos dias de Portugal, deu comigo, como português, sentado junto à sala da imprensa, dado que o meu pequeno chapéu que normalmente uso, com o escudo colado, de quando algum evento cultural ou desportivo. 

De facto, na altura, não dei que o meu chapéu estava a ser observado, mas dei quando um jovem chegou junto a mim e timidamente perguntou-me: "o senhor é português?" Claro que sim amigo... E rematei: "de que terra é de Portugal". Desde Junho do ano passado nunca mais deixei de ter contactos com o Mário a quem considero como amigo.
O nosso Mário Lemos, um jovem fogoso de 26 anos tem um largo futuro, internacional pela frente e quem sabe, um, outro, famoso Zé Mourinho. 

A legenga da imagem aposta em cima bem dá conta  da história (certamente milenária na Ásia) do futebol  nas Índias Orientais na Indonésia.

E, já agora antes, do seguimento da história do Mário Lemos eu queria aqui deixar, aos que desconhecem, que foram os missionários portugueses Jesuítas que deram conta que o futebol, na Europa, já se praticava na Ilha de Bantão (Indonésia) no século XVI. 
O jovem treinador sai do autocarro, no domingo (6.10.2013), junto ao estádio de Nakhonayok, onde nessa tarde sua equipa vai enfrentar o Chiang Mai F.C.

O Mário desde que foi nomeado adjunto do treinador Andrew Ord, deixa seu lugar de trabalho na cidade de Banguecoque e passa a maior parte do seu tempo na cidade de Nakhonayok onde tem a seu cargo a preparação da equipa. Uns dias antes, telefonei-lhe,a transmitir-lhe que gostaria de ir à sua nova residência para fazer uns "bonecos" e o propósito de produzir uma peça onde falasse de si e dar a conhecer, ao mundo lusófono que também há, na Tailândia, portugueses a brilharem.
Nesta imagem, já o Mário Lemos vestido com a camisola com que irá actuar tira uma fotografia com Leones, treinador brasileiro da equipa de Chiang Mai. 
Antes do jogo começar Mário vai marcar espaços do relvado, com pratos de plástico, cónicos,  para aquecimento dos atletas.

O relacionamento entre Mário e os jogadores é salutar. Um treinador de futebol também é um psicólogo...
A preparação dos jogadores, antes do jogo começar é primordial... Os atletas necessitam de elasticidade nos músculos.
Quinze minutos antes do jogo, Mário regressa aos balneários com os seus jogadores para as últimas fricções de unguentos...
A equipa do Mário em fotografia de família.
A equipa adversária
Agora e já o jogo iniciado Mário, sentado, de bloco e esferográfica nas mãos vai tomar apontamentos técnicos. Há, certamente, que fazer mudanças estratégicas....
Uma fase de perigo junto à redes do Chiang Mai.
Há sempre alguém (o senhor segundo do lado esquerdo) que topo num desafio de futebol que veste uma camisola das Quinas. O meu orgulho que desde logo registo a imagem.
Sinceramente que tive muita pena das dançarinas da imagem. Quando exibiam um número de dança, no intervalo do jogo, tradicional tailandesa começou a chover torrencialmente. 
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Daqui os melhores êxitos ao Mário nesta Ásia e Oriente imenso, onde o futebol cresce dia a dia. E um até breve.
José Martins